++ percepção lentamente valorizada do amor brasileiro agreste <:> rito ovariano onírico e negro :x: paixão e sociabilidade dionisíacas comungadas por dona deuSa (sílvia goulart) e o boi arteiRo (marcus minuzzi) <:> a verdade xamânIca da guerra apruma nossas corações antigos e dispostos a tudo contra o fascismo :x: poemas, análises, amores pictografados <:> elegia ao sertão artístico :x:
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
a saciedade que nos proporciona a filha o filho, o saber ancestral de mãe nessa pensata angelical saborosa, o sereno suor emocional de saber ao néctar deles, saber acerca de tudo, diuturnanente, o sabor de cada um, suas peles, suas unhas, a posição social que ocupam, eles que vão indo, tímidos, guerreiros ou gloriosos, eles que vivem o ímpeto de nos derrotarem e de ao mesmo tempo de nos levarem adiante, o sofrimento de cada um, as derrotas e vitórias, tenho o cantar sofrido e também orgulhoso, é lembrança ancestral o poder de articular o sentido oleoso, nossas libertações feito árvores, um óleo, uma semente, uma energia, serena graça
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meu vocabulário estelar, o amor de mãe é possível, receber em meu dentro, ser acolhida e aconchego, todos os teus suores, tua posição sócio-fetal, te criar, te cuidar, com meus férteis caminhos da casa, caminhos circulares de abóbora em cuidar, é cuidar, deus, é cuidar
sexta-feira, 19 de setembro de 2025
hoje deve-se comprar açúcar, nesse belo hoje pergunto ao tônus do santo belo artista imemorial como comprar açúcar,
precisa e pode ser bela essa mítica aquisição, quem compra com a memória, adelina, é como se reinasse e fosse o pomo essencial da doçura,
será hoje extrA doce arrematar açúcar na eternidade musculosa e diva desse dia, açúcar, pão e farinha, sal, e sem secura, sempre sem secura, água cristalina e extra pura para minha unção pelo tempo,
sonho o grão de açúcar, óleo raiz obscura desses aportes de energia e volúpia, tenho que sonhar o açúcar no salgado de sua produção e troca,
eu sou esse caboclo que levanta cedo e carrega pilhas, a cabeça boa, a faixa na cabeça, a brilhar, há uma liga de óleo e calor divino que me besunta,
caboclo da união, do contato-esporte, da saudação, cordialidade, vive dentro de mim, bem vivo, esse humano antigo, manso e pardo, branco, negro, aborígene,
todas as luas, vinte aves, intempéries e cruel submissão aos fardos, todas as vidas, todas as pilhas para minhas costas, pernas e braços, todas as ruas, sítios, encruzas, sombras que me consomem no silêncio ardiloso silencioso das encuzas
devagar, lento, demorado :: eu produzo assim meu contato com o carinho divino augusto angelical :: lento é o respirar do axé, a cortina espessa das sentinelas que guardam os caminhos até o alto pede tudo com vagareza :: brincar produz químicas chaves de destrancar ruas, coletivas ruas, químicas chaves que são minúcias decifradas com paciência dolente e amorosa ::
o filé, nunca :: se não paro e me centro, só como a carne do osso, as sobras, aquilo que são paulo apenas deixa
como tímidA
recompensa :: só, são paulo :: só e bento, ungido por tua música atroz :: são paulo capital produção :: são paulo dos motoboys ifood :: são paulo briga comigo e me obriga a entender sobre como fazer geral um pirão, queijo com goiabada, forjar das sobras com feijão uma da boa feijoada, uma da boa com feijão, fonte de ferro :: sem erro algum de comunicação, são paulo, meu país, meu extrato, meu saldo bancário :: virei gado real, de uma procissão de piratas de um ex-cruzeiro marítimo, da via sagrada, quilombo navio negreiro :: :: são paulo me concentra :: sem ela, não pinto, não bordo, não entendo o conteúdo ameríndio e de mãe africa :: são paulo me contenta :: nunca o filé, sempre as sobras para o meu jantar de escravo olho brasileiro bento aberto :: e assim preparo meu tempo, já que antes assassinaram meu tempo, já que vivo morto, morto vivo, andarilhando, voejando, encontrado pela solução em metal precioso que recobre o corpo qual vaso ou tesouro achado, no fundo do mar achado, uma relíquia eu sou, o malandro atávico bendito ::
acho que meu verde desejo por mãos boas, fartas, generosas, e que meu sonho por pés ligeiros, que me coloquem sempre a serviço de alguma arte valorosa, vem da complicada situação pela qual o crime nos acompanha, sempre, o tempo inteiro, seja ele qual for ::
aquilo que enternece faz o crime se evadir, o suspende nem que seja por alguns momentos sagazes, de compreensão então ainda mais aguda do quanto somos propensos ao erro ::
no mundo, tudo está para ser roubado, mantido, capturado, até que se satisfaçam porções de desejo, muitas vezes ocultas ::
e sonho porque corro, e coloco e passo o dedo por pinturas que revelam uma impressionante face produtora de sentidos, uma máquina de sentir que nos torna maiores, a cada momento, sempre pulsando, e sinto vergonha, sinto medo, sofro ataques, saqueio impérios, sou o longo sofrimento da raça humana em busca de uma nação calma e prazenteira, onde tudo é trabalho, e o trabalho é de fato um final coletivo, ardorosamente coletivo, um final ardorosamente coletivo para nosso sofrimento ::
terça-feira, 25 de julho de 2023
a complexidade do real, sua intrincada rede de relações, pode ser melhor assimilada na medida mesma em que desenvolvemos uma rede semelhantemente complexa de relações a partir de nossas voracidades linguísticas :: por exemplo: numa riqueza de detalhes de uma composição bem tecida, em uma obra musical, encontramos um meio para, por analogia e força da imaginação, desbravar a rede complexa do real :: para, por conta desses recursos, não recair em imprestáveis simplificações ::
ou, por outra: uma subjetividade rica eriquece a chance de melhor interpretarmos o real, pois nos abre uma percepção onírica tamanha que nos aproximamos do próprio sonho leve das categorias divinas que nos legam essa pesada estrutura complexa - o real - envolvendo matéria e tempo, tempo e matéria, ontologias vitais de sexo e competição, sangue, ossos, metais, morte, espumas, alucinações ::
e se falássemos como um japonês? :: assumindo uma língua distante da normal, soando estranho igual como um oriental? :: assumindo aspectos da brasilidade que talvez nunca tenham sido incorporados à identidade comum do povo, ou que jazam esquecidos :: a música dos seringais, os toques do pantanal e do cerrado, tudo que faz parte de uma imensa cultura popular :: ainda é possível sonhar com essa espécie de torta ou bolo, confeitada por nossa sede de ser?
é pedra, é pedra, é muita pedreira :: o bRasil não foge à regra de qualquer país da amÉrica latina, sendo talvez uma espécie de carro-chefe da região, em termos de destino espinhoso, obstáculos, grandes dificuldades a serem vencidas ::
ora, nossa base é, como no resto da américa, a abissilidade da escravidão, seu aspecto profundo e, por que não dizer, inesgotável ::
não acaba, não acaba nunca :: estar aqui, vivo, é manter-se atado aos esquemas de um imperialismo nórdico que sobrevive, e se reconstrói :: a par disso tudo, eu sou feliz :: "tô sonhando, mas eu sou feliz", ensina um samba gravado por beth carvalho ::
a reflexão, aliás, vem por conta desse samba, que ouço distraidamente, por acaso, na fila do pão, enquanto trabalho, no chuveiro, no ônibus, colado a meu aspecto mediúnico, indígena, candomblecista ::
tô sonhando, mas eu tô feliz :: e o moleque se arruma e vai engraxar sapatos ou vender chicletes, enquanto samba :: é o nosso destino, enquanto a bandeira brasileira, hoje bastante gasta mas verdejante, é hasteada no cabo de uma vassoura, de um esfregão, de um cabo eletrônico de uma lan house de bairro ::
tô sonhando, mas eu tô feliz :: o que arlindo cruz, um dos compositores do samba, ensina, é que sem a sabedoria ancestral da cabeça distinta brasileira aqui formada, forjada por séculos de ansiedade escrava e trabalhadora, mais escrava do que trabalhadora, não tem como prosseguir em frente, pois é muito pedreira :: a pedra sagrada, de certo modo, que não nos atormenta, porque somos mais que astronautas navegadores, somos a boa nova da civilização ocidental ::
e a vida dá voltas, e essa verdade volta, como um bebê ocidental jogado em nosso colo :: é a nossa identidade :: caetano veloso está quase completando 80 anos :: essa foi a primeira e mais forte verdade que vislumbrou em seus desvios poéticos, na distante década de 60 do século XX :: mas que o visita sempre e novamente :: a ponto de gravar em seu último disco, "meu coco", que "sem samba não dá" ::
é a mesma coisa :: tô sonhando mas eu sou feliz :: o bRasil não se escreve com tinta, mas com sangue e essas alegrias intensas das etnias de marginais que não se contentam com a alegria do básico alegre sangue ocidental europeu ::
há uma larga avenida que nos apascenta, como no antro dos carnavalescos em seus recitais de úmida visita ao mito ativo nosso brasílico :: e eu sou paz para o planeta, quando nisso ancora minhas esperanças dionisíacas e orientais ::
<<< poEma sobre imagEns ++ verso e pinTuras de sílviA goulart, a dona dEusa
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a gente resiste em aceitar o bRasil, por ser essa uma nação vinculada à escravidão (africana) e ao genocídio (indígena) ::
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por ser o paíS um holocausto, produtor de, não somente vítimas, mas também grande acúmulo de riquezas apropriadas por não-brasileiros ::
sem falar no hábito internacional de exploração de nossas riqueZas naturais :: nossa casa invadida e espoliada, agredida, violenTAda, saqueada ::
mas justamente por essa soma de tragédias é que a brasilidade realiza seu ímpeto de expansão, crescendo por sobre as pessoas vagarosamente, impondo-se sem que ninguém perceba ::
na ligação com volatilidades que tanto mais nos protegem, quanto maior o perigo que corremos, é que o valor de nossa essÊncia digna cresce :: <<>> <<<<>> < ++++++++ como pombas, somos ofertados :: em um pedestal que mistura sacrifício, ritmo e raciocínio, crescemos enquanto a árvoRe-etnia que broTa da relVa selvaGem em sangue ::
entendo a brasilidade como a resposta a uma soma de agulhas, arpões, espinhos cravados em todo corpo, pois nossa realidade é pontiaguda, abrindo uma ferida sensíval da qual aflora tudo o que somos e sabemos enquanto povo ::
todo mundo quer ser ou inglÊs ou americano, ou japonês ou coreano, ou só afriCAno ou só indígena :: todo mundo quer se livrar do país dos massacres nas favelas e na floresTA, do país do holocAusto carcerário e das milíciAs assassinas, do país que elegeu bolsOnaro com o espantoso apoio das pessoas comuns e da classE dominante :: mas a verdade civilizacional que une a todos (os brasileiros) em um único laço de bondade e <<>> <<<<>> <
<<>> <<<<>><renovação é mais forte que essas resistências todas ::
no limite, vale tão somente a obRa coletiva :: e essa obRA, definitivamente, é o que deve orientar nossas buscas por redenção <<>> <<<<>> <e felicidaDE ::
A psicologia do orgiástico como sentimento transbordante de vida e força, no interior do qual mesmo a dor age como estimulante, deu-me a chave para o conceito do sentimento trágico (...) O dizer Sim à vida, mesmo em seus problemas mais duros e estranhos; a vontade de vida, alegrando-se da própria inesgotabilidade no sacrifício de seus mais elevados tipos – a isso chamei dionisíaco.<<>> <<<<>> <niEtzsche ++
Franzinas silhuetas destas mães: do craque, do lixo, da rua e da quebrada.
Mães velhas e mães meninas, perdidas pelos cantos; casa-de-papelão.
O Brasil e seus brasis, uma fonte transgressora de oprimir e renegar sua "bunda suja".
A pobreza é feia, agride, irrita: "cheias de filhos", crianças pobres, sinal, pedra e balinha.
A elite brasileira é o pai e a mãe da sujeira e da falta de pão. O pai e a mãe dos prostíbulos judiciais.
A suruba continua dando cria e oprimindo as mães franzinas, sujinhas e desconfortavelmente, indecentemente incomodativas!
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><> sílviA gouLart, donA deuSa :: ++
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outro dia assisti a "tancredo - a travessia", de sílviO tenDler, belo documentário que biografa a trágica
figura de tancredo neves e sua contribuição para a ideia de uma prática política institucional conciliadora no bRasil,
em contraste com a triste realidade atual :: o filme mostra como o político mineiro foi o principal artífice
das negociações necessárias para o fim da ditadura militar, em 1985, antes de falecer impedido de tomar posse (em um 21 de abril, há exatos 36 anos0,
e do quanto todas essas negociações, em um contexto altamente complexo, exigiam habilidades
nada vulgares de diálogo e articulação entre diferentes setores da sociedade ::
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assistir ao filme, ao mesmo tempo, para mim reforçou a ideia de que o destino no bRasil é sua virada lenta e inevitável em direção
à esquerda, ou a uma maior justiça social, como queiram :: presidentes como getúlio, juscelino, jango, tancredo, luLa e dilMa expressaram
forças que sempre se apresentaram com grande contundÊncia ao longo da história de nossa república,
precisando, devido à sua alta legitimidade, serem dramaticamente atacadas por tradicionais inimigos da
democracia :: o popular, no bRasil, é geral, maior e amoroso, por representar uma resistÊncia de alta vitalidade, que se desenvolve e se renova com
grande tenacidade, como uma videira milagrosa, que nunca para de medrar e gerar frutos :: a chegada do PT ao poder,
e sua conquista de quatro eleições precidenciais seguidas, comprova essa verdadeira iluminação humanizadora ::
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o caso de luLa (preso e impedido de candidatar-se), de certo modo, acabou concretizando também o destino de líderes como getúlio e tancredO, que dedicaram
e sacrificaram suas vidas pelo país, cumprindo o destino de verdadeiros mártires :: como negá-lo? :: todos eles foram estadistas de fato, os maiores que
país já teve (ou ensaiou ter, no caso de tancredo) representando a cultura e o destino de uma pátria poderosamente vocacionada
à liberdade e à justiça social, mesmo que a duras penas :: todos eles exímios negociadores, reforçando
a hipótese do país cordial, e ao mesmo tempo contrariando o senso comum que nega, alienadamente, esse mito fundador da bRasilidade ::
líderes como tancredo sonham com o enobrecimento de nossa realidade porque são sonhados
pelo conjunto da coletividade, desde o desejo inconsciente mais profundo da nação :: ouvir essa canção,
que soa ininterrupamente em nosso imaginário, esforçar-se por ouvi-la e mantÊ-la soando, é uma atitude concreta
que podemos ter em favor da real e efetiva independÊncia do bRAsil ::
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><> marCus minuzzi, boi arTEiro :: ++
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"Se nós estamos vivendo esse tempo de total
imprecisão até no sentido da experiência de viver,
a arte se constitui no lugar mais potente e mais
provável de se constituírem novas respostas e
novas perguntas para o mundo que nós vamos ter que
dar conta daqui pra frente." >< ailTon Krenak
Simplicidade é coisa de Deus. Todos os dias busco esse olhar para seguir em frente.
aqui, nesse espaço, tenho minhas alucinações, que misturam feijão, arroz, milho, aipim, um pouco de sangue, mais moléculas que são abrandadoras do tempo, esse vento voraz que nos consome ::
ontologicamente, sinto-me vinculado de modo real e orgânico a verdades inefáveis, indizíveis, como a da intimidade entre o mundo vegetal e as cidades ::
a cidade, no jeito de um espelho, vorazmente se comunica com o ser das raízes, das vagens, das abóboras, dos cereais, dos tubérculos ::
intuo isso, seguindo exemplos originários de um animismo essencialmente brasileiro ::
as plantas alimentícias constituem reinos vitais que aconselham nossas almas :: que nos produzem, célula a célula, fibra a fibra, ativamente, nas cidades, nutriente por nutriente ::
são apelos que nos avisam sobre a sabedoria antiga do amar sem atingir o outro :: as sabedorias humano-ancestrais de calar a violência :: são sabores que conduzem a vizinhas galáxias de estrelas longínquas, incertas e de sonhadas sensações de provimento-sacieDAde ::
cidade após cidade :: tijolo após tijolo ::
veracidade elementar iluminodora está nos plantas, que nos permite pensar em forças grandiosas porque naturais e alegremenTe energéticas ::
forças que navegam junto e fundamentam a alegria que nos traz a comida ::
rezarei pelo vínculo esse, de meu estranho amor pela voz calada de mulheres vivas vegetais que nos nutrem-amamentam ::
há quem fuja da profundidade :: não é o meu caso :: invariavelmente estaco, na atenção a chamados das camadas invisíveis, imobilizado-atraído pelo ser profundo que quer minuciosamente demonstrar-se ::
leio então o ser submerso :: o faço aflorar por força da minha hora dedicada ao poço romÂntico em que se protege :: há quem fuja desses lençóis freáticos :: não eu ::
e se me evado, desejando a superficialidade, logo me sinto um outro, um reles brasileiro amargo, vítima da displiscência :: funcionário pouquíssimo aplicado das encostas poéticas desse país que, com suas musas, segredam coisas aos corajosos ::
detenho concessões para lavras maravilhosas, mas perigosas, cujo preço são maços e mais maços de flores ofertadas ao deuS perfeito das visagEns hospitaLeiras da alMa ::
O Natal chegando e o coração da gente começa a encher de amor e lembranças.
É dessa época que trago minhas melhores recordações. Minha mãe, hoje quase inconsciente, era mulher de luta. Para as festas fazia pães, bolachas, cucas e doces. Mas o cheiro do pão sovado feito com trigo colhido por nós, esse era mágico. Nos trazia a esperança de vida em movimento. Amor incondicional fabricado na labuta, no fazer da lida diária. Tenho gosto nessa herança que minha velha me passou.
Tenho gosto e compromisso sério com esse legado, com essa matriz de alimentar as pessoas. Hoje amassei pães. Um jeito amoroso de saudar a vida, que, afinal, anda sensível e doída para tantos irmãos e irmãs que sofrem com a pandemia. Vamos buscar força para enfrentar essa luta e brigar pela vida! Bom domingo
"Filho de Deus, Jesus, tenho amor por Vós, um gande amor por Vós. E saudade. Me cura. Me dá o Espírito Santo. Será que nunca mais vou dar conta de escrever uma poética? Meu braço dói, deve ser reumatismo. Será que fico velha sem fazer aquele vestido? Oh, gente, só tinha 40 anos quando escrevi esta queixa!" ((adélia pRado, "o homem da mãe sEca"